domingo, 21 de novembro de 2010

O DOM SUPREMO - Parte IV


[...continuação]



7) O Amor é Tolerência.
                              O próximo ingrediente é a tolerência. “O Amor não se exaspera”. Somos inclinados a julgar a intolerância como um defeito de família, uma característica da personalidade, uma distorção da natureza, quando na verdade deveríamos considerá-la uma verdadeira falha do caráter do homem. Em razão disso, na análise que faz do Amor, Paulo cita a tolerância. E a Bíblia, em muitas outras passagens, cita a intolerância como o elemento mais destruidor da nossa maneira de agir. O que mais me impressiona é que a intolerância, o preconceito, está sempre presente na vida de pessoas que se julgam virtuosas. Geralmente é a grande mancha numa personalidade que tinha tudo para ser gentil e nobre. Conhecemos muitas pessoas que são quase perfeitas mas que, de repente, acham que estão certas em alguma coisa e perdem a cabeça por causa disto. Esta suposta boa relação entre a virtude e a intolerância é um dos mais tristes problemas da raça humana e da sociedade.
                              Na verdade, existem dois tipos de pecado: pecados do corpo e pecados do espírito: Em certa parábola do Novo Testamento, o Filho Pródigo abandona sua família e sai pelo mundo, enquanto o irmão mais velho fica junto ao pai. Depois de muitas desgraças, o Filho Pródigo resolve voltar, e o pai dá uma grande festa em sua homenagem. Ao saber disso, o irmão mais velho revolta-se contra o pai: "Não fiquei aqui ao seu lado este tempo todo, trabalhando, enquanto ele gastava sua herança?", pergunta. Podemos considerar que o Filho Pródigo comete o primeiro tipo de pecado, enquanto o irmão, o segundo. A sociedade, curiosamente, garante saber qual dos dois tipos de pecado é o pior, e sua condenação cai, sem sombra de dúvidas, sobre o Filho Pródigo. Mas será que estamos certos? Não temos nenhuma balança para pesar o pecado dos outros, e "melhor" ou "pior" são apenas duas palavras do vocabulário. Mas eu vos digo: faltas mais sofisticadas podem ser muito mais graves do que as simples e óbvias. Aos olhos Daquele que é Amor, um pecado contra o Amor é cem vezes pior. Não existe nenhum vício, ou desejo, ou avareza, ou luxúria, ou embriaguez que seja pior que um temperamento intolerante.



                              Por tornar a vida amarga, por destruir comunidades, por acabar com muitas relações, por devastar lares, por sacudir homens e mulheres de suas bases, por tirar toda a exuberância da juventude, por seu poder gratuito de produzir miséria, a intolerância não tem concorrentes. Olhamos para o irmão mais velho, correto, trabalhador, paciente, responsável. Vamos dar a ele todo o crédito de suas virtudes, olhemos para este rapaz, para esta criança que agora se encontra na porta da casa, diante de seu pai. "Ele se indignou", nós lemos, "e não queria entrar". Como a atitude do irmão deve ter afetado o Filho Pródigo! E quantos filhos pródigos são mantidos fora do Reino de Deus por causa destas pessoas sem amor, que garantem estar do lado de dentro!
                              Como devia estar o rosto do irmão mais velho ao dizer aquelas palavras? Coberto por uma nuvem de ciúme, raiva, orgulho, crueldade, certeza de que havia agido sempre direito. Determinação, ressentimento, falta de caridade. São esses os ingredientes dessa alma escura e sem Amor. São esses os ingredientes da intolerância e do preconceito.
                              E todos nós, que já sofremos este tipo de pressão muitas vezes na vida, sabemos que estes pecados são muito mais destruidores do que os pecados do corpo. Não falou o próprio Cristo a este respeito, quando disse que as prostitutas e os pecadores entrariam no Reino dos Céus, na frente dos sábios escribas de sua época? Não existe lugar Reino para os preconceituosos e os intolerantes. Um homem preconceituoso conseguiria tornar o Paraíso insuportável para si e para os outros. Se o intolerante não nascer de novo, deixando de lado tudo aquilo que julga intocável e certo, ele não pode, simplesmente não pode, entrar no Reino dos Céus. Porque, para entrar no Reino dos Céus, o homem precisa carregar o Paraíso em sua alma.
                              Reparem! Enquanto falava, eu me exasperei. E uma bolha da intolerância subiu, mostrando algo podre lá no fundo. Este é um grande teste para o Amor: saber que por mais que tentemos, não conseguimos quase nunca a paz necessária para que o Amor floresça. Vejam como as partes mais ocultas da alma aparecem quando baixamos a guarda. E de repente, pregando a generosidade, a humildade, a paciência, a cortesia, a entrega, me exaltei. Cometi o vício de quem fala em virtude: a intolerância manifestou-se. Vemos que não basta apenas falar de preconceitos ou lidar com eles. Temos que ir até onde eles se escondem, mudar o que há de mais íntimo em nossa própria natureza. Só assim os sentimentos de raiva morrerão por si mesmos. E nossas almas serão mais suaves, não porque colocaram a agressividade para fora, mas porque colocaram o Amor para dentro.
                              Deus é Amor. Um amor que, ao nos penetrar, suaviza, purifica, e a tudo transforma. Afasta o que está errado, renova, regenera, reconstrói o interior do homem. O poder da vontade não transforma o homem. O tempo não transforma o homem. O Amor transforma. Portanto, deixem o Amor entrar. Lembrem-se: isto é uma questão de vida ou de morte. De nada adianta eu estar aqui falando sobre o Amor se sou incapaz de despertá-lo. “Melhor seria que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra, de moinho e fosse atirado ao mar do que fazer tropeçar a um destes pequeninos.” Ou seja: melhor não viver que não amar. Melhor não viver do que não amar.

8 e 9) O Amor é Inocência e Sinceridade:
                              Vamos falar pouco de inocência e sinceridade. As pessoas que mais nos influenciam, mais nos tocam, são aquelas que acreditam no que dizemos. Num ambiente de mútua suspeita, as pessoas se retraem. Diante da inocência, porém, todos nós crescemos. Encontramos coragem e amizade junto de quem acredita em nós. Quem nos entende, pode nos transformar. É muito bom saber que, aqui e ali, ainda existem certas pessoas que não ficam ressentidas com o mal porque sabem a importância do bem que estão fazendo. Estas pessoas cresceram aos olhos dos homens e de Deus. Não temem a inveja ou a indiferença. Porque o Amor "não se ressente do mal", vê sempre o lado bom, coloca o melhor de si para funcionar.



                              E, de novo, quem ama é quem sai ganhando, embora não procure nenhuma recompensa. Que maravilhosa é a vida daqueles que estão sempre na luz! Que estímulo, que bênção, passar um dia inteiro sem ressentir-se com qualquer mal. Fazer com que as pessoas confiem em nós é estar muito perto do Amor. E só vamos conseguir isto se confiarmos nas pessoas. O pouco que os outros podem nos ferir por causa da nossa atitude inocente, não significa nada perto da alegria que vamos passar e sentir diante da vida. Não será mais necessário carregar pesadas armaduras, incômodos escudos, armas perigosas. A inocência nos protege. Só podemos ajudar alguém, se nele confiarmos. Pois o respeito pelos outros termina fazendo com que recuperemos o respeito por nós mesmos. Se acreditamos que uma pessoa pode melhorar, e esta pessoa sente que a consideramos igual a nós mesmos, terá ouvidos para nossas palavras. Acreditará que pode se tornar uma pessoa melhor.


"O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade." Chamei esse ingrediente de sinceridade.


                              Aquele que sabe amar ama a Verdade tanto quanto o seu próximo. Alegra-se com a Verdade, mas não com a verdade que lhe foi ensinada. Não com a verdade das doutrinas. Nem com a verdade das igrejas. Nem com este ou aquele "ismo". Ele se alegra na Verdade. Busca a Verdade com uma mente limpa, humilde, e sem preconceitos ou intolerância, e acaba ficando satisfeito com o que encontra. Talvez a palavra sinceridade não seja a melhor para explicar esta qualidade do Amor, mas não consigo encontrar nenhuma outra. Não estou falando da sinceridade que humilha o próximo, aquela que usa o erro dos outros para mostrar o quanto somos bons. O verdadeiro Amor não consiste em expor aos outros a sua fraqueza, mas aceitar tudo, alegrar-se ao ver que as coisas são melhores do que os outros disseram.


[continua...]




(Texto retirado do livro "O Dom Supremo", de Henry Drummond)
(Tradução e Adaptação de Paulo Coelho)





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4 comentários:

Anônimo disse...

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- Mizi - disse...

Tá... "Hallo und Willkommen" eu entendi. Rs... Nada mais.

Gugu disse...

Heheh

Cada uma... =P